Contas externas têm saldo positivo de US$ 662 milhões em maio

As contas externas fecharam o mês de maio com saldo positivo. O superávit em transações correntes, compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com outras nações, chegou a US$ 662 milhões, em maio segundo dados divulgados hoje (24), pelo Banco Central (BC). Em igual mês de 2018, também houve superávit: US$ 900 milhões.

Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, é comum haver resultados positivos em maio devido ao aumento das exportações de produtos agrícolas, o que leva a aumento do superávit comercial. “As exportações de produtos agrícolas, tais como soja, são mais favoráveis. É quando se concentram os embarques”, disse Rocha.

De janeiro a maio, o déficit chegou a US$ 7,576 bilhões, contra US$ 8,162 bilhões em igual período do ano passado.

Entre os dados das contas externas está a balança comercial, que registrou superávit de US$ 5,686 bilhões, em maio e acumulou US$ 20,585 bilhões, nos cinco meses do ano.

No caso das viagens internacionais (receitas de estrangeiros no Brasil e despesas de brasileiros no exterior), Rocha explicou que o resultado dessa conta é afetado pela alta do dólar, o que leva à redução das despesas no exterior. Em maio deste ano, a cotação média da moeda chegou a R$ 4, enquanto que no mesmo mês do ano passado estava em R$ 3,64.

“A desvalorização do câmbio [alta do dólar] torna mais cara a despesa no exterior”, explicou. Em maio, as despesas de brasileiros no exterior chegaram a US$ 1,471 bilhão, contra US$ 1,615 bilhão em igual período de 2018. Ao se incluir as receitas de estrangeiros no Brasil, a conta de viagens internacionais registrou déficit de US$ 1,053 bilhão, menor do que o resultado de maio de 2018 (US$ 1,187 bilhão).

Por outro lado, a conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros) registrou saldo negativo de US$ 2,989 bilhões, em maio, e de US$ 12,709 bilhões, nos cinco meses do ano.

A conta renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários), que também faz parte das transações correntes, ficou negativa em US$ 2,484 bilhões no mês passado e em US$ 16,807 bilhões, no acumulado do ano até maio.

A conta de renda secundária (renda gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 449 milhões, em maio, e de US$ 1,355 bilhão, em cinco meses.

Investimento estrangeiro

De janeiro a maio, o resultado negativo para as contas externas foi totalmente coberto pelos investimentos diretos no país (IDP). Quando o país registra saldo negativo em transações correntes precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior.

A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo. Nos cinco meses do ano, o IDP chegou a US$ 35,137 bilhões. Em igual período de 2018, esses investimentos chegaram a US$ 26,886 bilhões. Em maio, esses investimentos totalizaram US$ 7,070 bilhões, contra US$ 2,994 bilhões em igual mês de 2018.

 

Agência Brasil

 

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