Empreendedorismo Digital: o que esperar do comércio eletrônico

 

A estimativa é de crescimento no faturamento do e-commerce brasileiro para os próximos anos. Pesquisas aponta uma expectativa de expansão de 15%, com vendas totais de R$61,2 bilhões para o ano de 2019.

 

Um estudo realizado com PMEs pela Gartner, em parceria com a Telefônica, revela que até 2020, 41% da receita das empresas vão vir de negócios digitais.

Vontade de ser dono do seu próprio negócio, identificação com um nicho de mercado e necessidade de horário flexível de trabalho são as principais razões que levaram os lojistas a abrirem suas lojas virtuais. Isso é o que mostra o Censo E-commerce 2017 da Loja Integrada, uma das principais plataformas de criação e gestão de lojas virtuais para pequenas empresas.

Em virtude disso e graças ao crescimento do acesso à internet e ampliação do uso de smartphones no Brasil, o empreendedorismo digital tem se tornado uma forte tendência entre os millennials.

Para a geração do milênio (também chamada de geração Y e geração da internet), a tecnologia está no centro do modus operandi. Por ser a primeira geração a crescer em um ambiente tecnológico, constitui-se uma demografia influente e com poder de compra. De acordo com a Forbes, eles gastam US$ 600 bilhões por ano.

A internet foi uma das maiores revoluções da história e os avanços obtidos pelo uso da tecnologia permitiu uma maior conectividade entre as pessoas. As interações virtuais mudaram não só as relações sociais, como também os padrões de consumo e as relações de trabalho; inclusive, gerando novas oportunidades para os varejistas e PMEs: o empreendedorismo digital.

Como o próprio nome diz, empreendedorismo digital é a criação de um negócio voltado para o ambiente digital. Basicamente é o ato de comercializar produtos ou serviços pela internet, sem precisar de um espaço físico para desempenhar tal atividade. Nesse contexto, são possíveis negócios digitais: infoprodutos como cursos online e ebooks, e-commerces, blogs e/ou canais no YouTube.

Segundo a 38ª edição do relatório Webshoppers, produzido pela Ebit | Nielsen, o comércio eletrônico no Brasil faturou R$23,6 bilhões no primeiro semestre de 2018, alta de 12,1%, perante os R$21 bilhões registrados no mesmo período do ano de 2017. O número de pedidos expandiu 8%, de 50,3 milhões para 54,4 milhões. O tíquete médio de uma compra online também obteve resultados positivos, gerando um aumento de 3,8%.

M-commerce: celulares já dominam as vendas no e-commerce

Já a edição 39 do relatório Webshoppers aponta o proeminente crescimento da utilização do smartphone para compras. Segundo a Ebit | Nielsen, referência em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro, mais de ⅓ (um terço) do total de pedidos do comércio eletrônico no país em 2018 foram efetuadas via smartphone. Ainda segundo a pesquisa, as vendas via dispositivos móveis representaram 42,8% de todos os pedidos em janeiro de 2019.

O m-commerce, como é chamada a venda online realizada via dispositivos móveis, foi apontada pela Ebit | Nielsen como um dos principais responsáveis pelo crescimento nominal de 12% registrado pelo comércio eletrônico brasileiro.

O futuro do empreendedorismo digital e do e-commerce

Os números apontados até aqui explicam a estimativa de crescimento no faturamento do e-commerce brasileiro para os próximos anos. A 39ª edição do relatório Webshoppers aponta uma expectativa de expansão de 15%, com vendas totais de R$61,2 bilhões para o ano de 2019.

Já um outro estudo realizado pela Gartner, em parceria com a Telefônica, aponta que, até 2020, 41% da receita das empresas virão de negócios digitais. Entre as pequenas e médias empresas entrevistadas, o aspecto fundamental para o crescimento e prosperidade de seus negócios nos próximos 3 anos é o uso de tecnologia e serviços conectados.

A expectativa é de que o comércio eletrônico cresça ainda mais sua atuação no varejo. Segundo a consultoria Euromonitor Internacional, o comércio eletrônico deve dobrar sua participação no faturamento do varejo até 2021, com um crescimento médio de 12,4% ao ano, conquistando um faturamento de R$ 85 bilhões.

Os dados mostram um crescimento acelerado e contínuo do uso dos dispositivos móveis para compras online e isso influencia diretamente a maneira como as negociações são feitas atualmente. Sem a necessidade de grandes espaços físicos ou grandes investimentos para começar, o comércio eletrônico está proporcionando novas possibilidades para PMEs.

“Para aproveitar todo esse movimento do empreendedorismo digital é preciso pensar fora da caixa. Saber qual caminho seguir, qual nicho de negócio escolher e quais estratégias aplicar, é preciso definir bem seus canais de conteúdo. Existem diversas fontes importantes e os sites especializados e focados em mentoria digital, como o Negócios Lucrativos, se apresentam como um recurso valioso para auxílio na jornada do empreendedor” é o que diz o cofundador do projeto “Negócios Lucrativos”, Bruno Dias.

 

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