Fraca atividade do setor industrial não deve abater economia do país

O desaquecimento econômico de importantes parceiros no setor industrial é o principal fator que enfraquece as exportações, porém, existe também uma forte influência do consumo interno para a redução das atividades. 

 

O setor industrial enfrenta uma grande dificuldade para recuperar suas vendas. A constatação deu-se a partir dos dados das exportações e importações da indústria brasileira, divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e publicados pelo DCI. Os reflexos econômicos atingem não só nas exportações, como também a atividade interna, pois o desaquecimento de importantes parceiros internacionais fez com que o volume de importações para a devida fabricação dos manufaturados caísse no mesmo período. Porém, o Brasil está em uma boa fase no que se refere à exportação de commodities, o que também deve ser levado em consideração para o equilíbrio da economia.

O volume das vendas feitas pela indústria de transformação ao mercado internacional recuou 18% no primeiro bimestre de 2019, em relação a igual período de 2018. As importações, por sua vez, caíram 14,4% na mesma base de comparação, mostram dados do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV IBRE).

Ainda conforme o DCI, os indicadores de importação industrial de bens de capital (máquinas e equipamentos) e de produtos intermediários (peças e componentes para a produção de um bem acabado) também são um termômetro do desempenho do setor. Segundo os dados, as compras da indústria de mercadorias desses dois grupos caíram 9,5% em fevereiro de 2019, contra igual mês de 2018, mas avançaram 7,9% no primeiro bimestre.

O desaquecimento econômico de importantes parceiros no setor industrial é o principal fator que enfraquece as exportações, porém, existe também uma forte influência do consumo interno para a redução das atividades. Todos esses indicadores mostram que mesmo com a superação da crise, o Brasil ainda tem dificuldade de recuperar o consumo interno. Ou seja, além da fraca atividade de comércio exterior, a demanda do próprio país ainda está desaquecida, o que impacta diretamente no ritmo da produção. Abaixo do esperado, ela também afeta consequentemente a geração de empregos e o devido ciclo econômico do país.

Esse cenário, por sua vez, torna-se preocupante para o setor industrial, uma vez que com menos movimento no comércio exterior, a economia do país fica comprometida. Por outro lado, a Asia Shipping (AS) , maior integradora logística latino-americana, reforça que embora nesse segmento os dados não sejam satisfatórios, também é importante levar em consideração as parcerias nas quais o Brasil tem tido êxito nas transações. “O fortalecimento dos demais setores é fundamental para que a o país não seja prejudicado. Reforçar parcerias relevantes e analisar esse crescimento faz com que exista um equilíbrio econômico, além de estimular o setor industrial a se recuperar”, afirma.

O indicador mensal de comércio exterior apontou que, em volume, as exportações brasileiras cresceram 8,1%, mas caíram 6,2% em valor. Sendo o aumento das vendas externas, em quantidade, liderado pelas commodities que cresceram 22,5% durante o período. Outros dados do IBRE FGV mostram ainda que a participação da China nas exportações brasileiras aumentou de 18,5% para 23,8% entre o primeiro bimestre do ano passado e o de 2019. Enquanto os Estados Unidos (EUA) registrou participação de 12,8%, um pouco acima do resultado do ano passado (12%).

 asgroup-portal.com/pt

Redação Paraná em Fotos

Portal Paraná em Fotos