Por que as empresas devem investir no E-Commerce

Segundo o IBGE, em 2017, cerca de 55 milhões de pessoas realizaram pelo menos uma compra na internet

Pesquisas mostram que o e-commerce ganha espaço a cada ano no Brasil, e as estimativas de futuro para o segmento são boas. Quem apresenta alguns dados referente ao assunto é o empresário do ramo varejista Rodrigo Terpins. 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017, a população do Brasil chegou a cerca de 207,7 milhões de habitantes. Destes, cerca de 55 milhões realizaram ao menos uma compra digital em 2017, destacou a 37º edição da pesquisa Webshoppers (2018), feita pela Ebit em parceria com a Elo. Trata-se de um aumento de 15% em relação ao ano anterior, quando o número de pessoas que comprou online foi de 47,93 milhões. Em 2016, o número de habitantes no país era estimado em pouco mais de 206 milhões, afirmou o IBGE. 

Rodrigo Terpins ressalta que a pesquisa Webshoppers verificou também que o faturamento do e-commerce, em 2017, foi de R$ 47,7 bilhões — 7,5% a mais que no ano anterior, quando o setor registrou R$ 44,4 bilhões. Conforme o estudo, a elevação aconteceu porque o número de pedidos feitos nos e-commerces em 2017 também subiu em relação a 2016. Foram 106,3 milhões de pedidos em 2016 e 111,2 milhões ano passado — o que representa uma expansão de 5%. Além disso, o ticket médio por consumidor passou de R$ 418 em 2016, para R$ 429 em 2017 — um aumento de 3%. 

Já para 2018, a previsão da Ebit é de um aumento 12% no faturamento do mercado, que deve chegar a R$ 53,5 bilhões. Isso por conta da recuperação da economia brasileira, bem como da consolidação das vendas em dispositivos móveis — 27,3% das compras realizadas por e-commerce no ano passado foram efetuadas em tablets ou smartphones, segundo o estudo Webshoppers — e do fortalecimento das transações nos marketplaces, reporta Rodrigo Terpins.

Por sua vez, um estudo encomendado pelo Google junto à empresa Forrester Research, divulgado no final de 2016, apontou que as vendas pela internet no Brasil devem dobrar até 2021. Conforme a pesquisa, o segmento terá crescimento médio de 12,4% ao ano e chegará à soma de R$ 85 bilhões em vendas. A previsão é de que a participação de mercado, até 2021, chegue a 9,5% — em 2016, ela era de 5,4%. 

Peso na decisão de compra

Ainda de acordo com a pesquisa do Google, 19% das vendas totais do varejo restrito offline (desconsiderando alimentos e bebidas) já sofriam, em 2016, influência do meio digital. A expectativa do estudo é de que, até 2021, essa influência chegue a 32% das vendas, destaca o empresário do ramo varejista Rodrigo Terpins.

Perfil do consumidor

De acordo com os dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o ranking de compradores pela internet é liderado por pessoas entre 35 e 49 anos, com 36% de share. Em seguida, salienta Rodrigo Terpins, aparecem os consumidores entre 25 e 34 anos, que somam 32%. Quem tem entre 50 e 64, por sua vez, representa 16% dessa movimentação de compras.

Redação Paraná em Fotos

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