29 de fevereiro de 2024
GERAL

Como usar o ChatGPT de forma segura no varejo?

O boom do ChatGPT vem quebrando paradigmas e colocando ferramentas de IA no centro do debate. Em 2021, quando o Facebook anunciou a criação do Meta, muita gente apostou que era a plataforma de Mark Zuckerberg que iria revolucionar o uso da Inteligência Artificial – até a chegada do ChatGPT.
Esse modelo de linguagem avançado desenvolvido pela OpenAI, desde seu lançamento, em 2020, passou por várias interações e melhorias significativas, tornando-se cada vez mais capaz de entender e gerar texto coerente e relevante.
O ano de 2022 foi especialmente marcante para o ChatGPT, pois suas capacidades foram amplamente reconhecidas e utilizadas em diversos setores, como atendimento ao cliente, suporte técnico, redação de textos e muito mais.
Um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, o Web Summit Rio 23, destacou a inteligência artificial (IA) generativa como a principal tendência do setor.
Não é à toa que a impressionante capacidade do ChatGPT de responder a perguntas, oferecer sugestões e interagir com os usuários de forma natural e fluida fez com que se tornasse uma ferramenta indispensável para muitas empresas e indivíduos, inclusive no varejo.
A segurança ChatGPT em cheque
Não há dúvidas de que o ChatGPT estabeleceu um novo padrão para a inteligência artificial baseada em linguagem natural, abrindo portas para novas aplicações e possibilidades.
Porém, todas as informações compartilhadas com o chatbot acabam nos servidores da OpenAI, deixando de ser controladas pelo usuário e passando a ser propriedade da empresa.
Depois do Walmart e da Samsung, a Apple foi mais uma a entrar para a lista de companhias que proibiram entre seus funcionários o uso do ChatGPT.
Seguindo o exemplo de outras empresas, a big tech tomou a decisão em busca de proteger sua propriedade intelectual, especialmente, diante do fato de que a Microsoft, uma de suas concorrentes, passou a investir na OpenAI em janeiro deste ano.
Como usar o ChatGPT de forma segura no varejo?
O ChatGPT e outras aplicações de Inteligência Artificial podem sim ser seguros para empresas do varejo, desde que sejam tomadas precauções adequadas. Como qualquer sistema baseado em inteligência artificial, é importante estabelecer políticas e diretrizes claras para o uso do ChatGPT, especialmente em um contexto empresarial.
Segundo Gabriel Fernandes, founder e CEO da CD2 Retail Tech, fábrica de softwares de varejo de Florianópolis, o primeiro ponto é o ambiente no qual a solução irá rodar. Em um contexto empresarial, é necessário que seja em um ambiente privado, o que faz com que o ChatGPT, que é um ambiente aberto treinado pela OpenAI com dados abertos da internet, não seja o caminho mais seguro.
A recomendação para organizações é que utilizem o motor do ChatGPT, através de APIs da OpenAI ou de outros modelos de IA, em desenvolvimentos personalizados e seguros, dentro da rede privada e com camadas extras de segurança.
Além disso, é fundamental treinar o modelo usando conjuntos de dados relevantes e específicos para o setor do varejo, de modo a garantir respostas mais precisas e confiáveis para as perguntas dos clientes.
“Também é importante supervisionar e monitorar a interação entre a inteligência artificial e os clientes para garantir que as respostas geradas sejam apropriadas e consistentes com os valores e políticas da empresa. A implementação de mecanismos de controle e moderação pode ajudar a filtrar conteúdos inadequados ou imprecisos”, detalha Fernandes.
O especialista em tecnologia também explica que é recomendável fornecer treinamento e orientações aos funcionários que irão utilizar a inteligência artificial, seja a do ChatGPT ou outras, para garantir que eles compreendam suas limitações e possam lidar com situações em que o modelo possa gerar respostas inadequadas.
Segundo Fernandes, em resumo, com as devidas precauções, a inteligência artificial da OpenAI pode ser uma ferramenta valiosa para empresas do varejo, oferecendo suporte ao atendimento ao cliente, melhorando a experiência do usuário e aumentando produtividade, desde que seja utilizado com responsabilidade e supervisionado de perto.
Mas, como colocar tudo isso em prática?
Treinar a inteligência artificial do ChatGPT para que ele seja o assistente virtual de marcas varejistas de forma segura – apoiando desde o atendimento ao cliente até em tarefas como a criação de planilhas, apresentações e apoio nas listas de compras – demanda amplo conhecimento em tecnologia, programação e em skills como empatia e experiência em Customer Experience.
Para otimizar essa experiência omnichannel, a CD2 desenvolveu o GPTSuper, uma solução que utiliza a API da OpenAI, com o motor do famoso ChatGPT. Ao contrário de uma plataforma, com informações da internet comum, sem curadoria do conteúdo, o GPTSuper é capaz de receber dados específicos das empresas e treinar um tom de voz adequado ao posicionamento da sua companhia.
“A nossa novidade fornece soluções customizadas que atendem às suas necessidades de negócios, aumentando assim a eficiência operacional e a satisfação do cliente. O GPTSuper é especialmente adequado para empresas que lidam com informações confidenciais e dados sensíveis”, detalha o CEO da CD2.
Isso porque ele possui uma camada extra de segurança que protege as informações confidenciais da sua empresa. Além disso, a equipe técnica altamente qualificada da empresa está pronta para fornecer suporte contínuo para garantir que a solução seja integrada perfeitamente aos sistemas existentes de cada varejo.
A ferramenta pode se tornar uma poderosa aliada do uso do ChatGPT e da sua inteligência artificial, e de outras experiências de IA generativa no varejo, já que a novidade da OpenAi mostrou que essa tendência veio para ficar.

– Liberação de imprensa