Empresas de ônibus pedem maior fiscalização nas estradas
Setor pede reforço na segurança rodoviária neste final de ano
A falta de fiscalização para evitar a clandestinidade e a concorrência desleal é o maior problema enfrentado hoje pelas empresas regularizadas de transporte de passageiros, na análise do empresário Felipe Busnardo Gulin. Ele é presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Paraná e Santa Catarina (FEPASC). E critica a tolerância com o transporte clandestino no Brasil: “A falta de fiscalização sobre as operações de ônibus irregulares cria riscos para a segurança dos passageiros. Veículos sem autorização utilizados por estas empresas não passam por inspeções mecânicas e não tem seguro obrigatório para os usuários”, afirma o empresário.
Gulin cita ainda o risco dos horários de trabalho dos motoristas de linhas irregulares, em que não há controle do tempo ao volante. E informa que a principal reivindicação do setor regularizado é de fiscalizações permanentes nas estradas, punições aos operadores ilegais e regras claras para as novas plataformas de ônibus que estão surgindo: “Combater a clandestinidade deveria ser parte essencial da política de segurança viária no Brasil. E isto porque é o transporte rodoviário regularizado que integra as cidades, principalmente as de pequeno e médio porte que não tem aeroportos”, complementa o dirigente.
Entre os maiores problemas citados por Felipe Busnardo Gulin, está o risco de acidentes nas estradas, que cresce pela falta de fiscalização: “A rede nacional de transportes é mantida pelos ônibus regularizados, que conectam as cidades do interior, e que são fiscalizados de forma permanente. Mas o perigo cresce diante da falta de fiscalização e de controle sobre as empresas irregulares, que circulam livremente pelas estradas do Brasil”, afirma o empresário.
Apesar da importância social e econômica do setor, Felipe Busnardo Gulin diz que os empresários do transporte de passageiros regularizados, ainda enfrentam antigos desafios: “O principal deles é a necessidade de criação de novos modelos de financiamento, que permitam a renovação das frotas”. E complementa: “As empresas regularizadas defendem que os avanços em segurança eletrônica, conectividade e conforto só poderão ter alcance nacional quando houver uma política pública estável, crédito acessível para compra de ônibus novos e regras equilibradas de concorrência”.
O empresário explica também que as empresas regulares aguardam a incorporação de ônibus elétricos e tecnologias de assistência aos motoristas, que possam dar um impulso adicional ao setor — tanto pela redução de emissões quanto pela melhora da segurança nas estradas.
Felipe Busnardo Gulin cita ainda a importância social do setor de transporte rodoviário de passageiros no Brasil, pelos preços menores que as de outros modais nas tarifas. E conclui dizendo que este segmento representa uma alternativa viável para trabalhadores, estudantes e famílias que não têm acesso ao avião: “Em muitas regiões o ônibus ainda é o único meio para chegar a hospitais regionais, universidades, empregos e encontros familiares. E principalmente nos trechos de curta e média distância, área em que o ônibus tem maior frequência de horários e embarques mais simples”, conclui o dirigente.
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